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Transtorno de Angústia de Separação: observar o comportamento das crianças é fundamental

Medo excessivo de se separar dos pais ou responsáveis não é uma ‘simples birra’, podendo causar crise de ansiedade, sensação de desmaio, choro persistente ou até mal estar

 

Texto de Charlene Araújo

 

O desenvolvimento infantil é marcado por várias fases. E numa dessas etapas, principalmente na infância e adolescência, algumas pessoas podem apresentar um quadro de ansiedade pelo simples fato de se separar de seus pais ou entes queridos em situações comuns. Para quem passa pelo transtorno, um simples afastamento faz com que surjam algumas alterações de conduta como falta de ar, choro persistente ou mal estar na hora de ir pra cama – que não cessam com uma conversa -, dificuldade de ficar na escola e até mesmo em ir ao banheiro sozinho, por exemplo.

Segundo a psicóloga Pollyana Fonseca, este comportamento pode ser reconhecido como Transtorno de Angústia de Separação (TAS). “É o medo excessivo em decorrência da previsão ou diante do afastamento de casa ou de alguém importante, mesmo que seja por pouco tempo. Essa ansiedade excede o esperado com relação ao estágio de desenvolvimento do indivíduo”, explica ela, observando que o transtorno pode aparecer em crianças e adolescentes menores de 18 anos, sendo mais prevalente entre cinco e 12 anos. “Há casos em que o transtorno também surge na fase adulta, ainda que em grau menor, se comparado à infância e adolescência”, completa.

A psicóloga alerta que o transtorno não pode ser confundido com uma “simples birra da criança”, por se tratar de algo mais complexo. “Para que seja diagnosticado como TAS, esses sintomas devem persistir por um determinado tempo e não pode estar ligado a uma questão de adaptação”, explica.

Pollyana observa que fatores ou acontecimentos que exponham ou coloquem em risco a integridade física ou a vida do parente ou pessoa importante, momentos traumáticos e ainda fatores genéticos podem estimular o desenvolvimento do transtorno. A psicóloga afirma que muitas vezes a criança com esse tipo de problema pode criar preocupação com eventos indesejados com elas mesmas, supervalorizando as situações, com o sentimento de perda se tornando uma constante. “O simples fato de ir à escola soa como algo que estimule o pensamento para perda de alguém, ou os pais irem ao trabalho, etc. Eles chegam a imaginar que os pais ou responsáveis podem ser sequestrados, sofrer algum acidente, ou algum tipo de separação traumática.”. “Em alguns casos pode haver também a ocorrência de pesadelos persistentes com os conteúdos que expressam essa sensação. Por conta desse medo exagerado, alguns sintomas físicos também podem ser observados em decorrência do afastamento ou pela simples previsão como, por exemplo, cefaleias, vômitos, tonturas, palpitações e sensação de desmaio”, aponta.

Muitas vezes os pais levam a criança ao médico, que faz todas as avaliações e descarta qualquer problema de ordem fisiológica. Nestas situações a ida ao psicólogo é sempre muito importante para que não ocorram erros nem a precipitação de psicodiagnósticos. “O diagnóstico correto serve para que as intervenções sejam feitas de forma adequada, tanto em relação à criança quanto em relação à família, que também pode estar sendo afetada. O tratamento correto traz uma melhor saúde mental e qualidade de vida para todos”, alerta Pollyana.

A psicóloga afirma que os pais ou responsáveis percebendo esses sintomas devem procurar ajuda profissional para que sejam orientados quanto ao posicionamento e atitudes que devem ter perante o caso. “É importante não reforçar esse tipo de comportamento das crianças, cedendo aos choros ou birras. Ao invés de deixar a criança dormir na mesma cama, não levá-la à escola, é necessário demonstrar que aquela situação não demonstra riscos. Se os pais precisarem se ausentar explicar o motivo da ausência, informando quanto tempo levarão entre a ida e a volta, inclusive explicitando que pode haver algum atraso”. “É necessário deixar que a criança em seu dia-a-dia, desenvolva um comportamento mais autônomo fazendo com que ela crie segurança no seu próprio modo de agir e que ela faça atividades de forma independente, de acordo com sua faixa etária, para que ela acredite que pode ficar bem quando na ausência dos pais ou responsáveis”, finaliza.