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Um mal silencioso que causa muitos danos: a depressão nos idosos

Mudança de rotina e fatores biológicos podem ser algumas das causas da doença. Acompanhamento psicológico e apoio da família são importantes para vencer a enfermidade

Texto de Charlene Araújo

O Brasil apresenta a cada ano um número maior de idosos. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2012 e 2016 o grupo de pessoas com 60 anos ou mais cresceu 16%, enquanto o de crianças (0 a 13 anos) caiu 6,7%.
Com o passar da idade, esses idosos se deparam com situações que, se não forem bem trabalhadas, podem trazer consequências negativas às suas vidas: aposentadoria e queda nos rendimentos, problemas de saúde, perda do cônjuge ou de algum amigo de longa data, etc. Não aceitar a realidade nessas ocasiões pode fazer com que esses idosos desenvolvam depressão.
Segundo a psicóloga Mauricélia Florentino, “não há uma causa específica para a doença, mas ela pode ser desencadeada por fatores biológicos, psicológicos e sociais, além de fatores ambientais, inerentes ao envelhecimento. É uma doença psíquica, silenciosa, crônica e recorrente, podendo ser incapacitante”, disse.
Ela relata que devemos ficar atentos a sintomas como: isolamento das atividades e do contato social; humor depressivo na maior parte do dia, aumento ou diminuição do apetite, pessimismo constante, insônia ou hipersonia (sonolência excessiva) quase todos os dias, inibição e lentidão de movimentos, alterações gastro-intestinais, fadiga ou perda de energia, sentimentos de desvalorização ou culpa excessiva, pensamentos recorrente acerca da morte, ideias ou tentativas de suicídio, tristeza e angústia. “A depressão também pode ser hereditária, porém no idoso está mais relacionada a dificuldades trazidas pelo envelhecimento em si”, explica Mauricélia.
O papel da família é fundamental para prestar atenção nas alterações do comportamento do idoso. “As mudanças não devem ser consideradas como algo normal do envelhecimento. A falta de atenção atrasa a busca por ajuda especializada e prejudica o tratamento”, observa.
Mauricélia afirma que é importante procurar acompanhamento psicológico ao identificar a doença. “Faz parte do tratamento a combinação de medicamentos antidepressivos e outras medicações, assim como a psicoterapia, a retomada do convívio social e das atividades. Mas, cada caso é um caso, por isso é necessária a avaliação de um profissional”, orienta.
A psicóloga também diz que é possível vencer a depressão e que “para envelhecer com saúde, é preciso se cuidar, comer bem, praticar exercícios, cultivar bons relacionamentos, planejar atividades que estimulem a interação social e se abrir para possibilidades, novas experiências e sensações”, finaliza.